O crepúsculo dos ídolos do futebol
- José Maria Dias Pereira

- há 1 dia
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A Copa do Mundo de 2026 terminou como o torneio de maior sucesso financeiro da FIFA de todos os tempos. Há cerca de um ano, a FIFA projetou uma receita total de aproximadamente US$ 8,9 bilhões para 2026. Em abril, afirmou que a própria Copa do Mundo geraria cerca de US$ 11 bilhões, antes de Infantino, presidente da FIFA, declarar, no fim de semana, que a receita para todo o ciclo comercial de 2023 a 2026 ultrapassaria US$ 15 bilhões.
Um dos fatores que impulsionaram o enorme lucro foi o formato expandido do torneio, com 48 equipes participando, em vez de 32. A FIFA afirmou ter recebido mais de 500 milhões de pedidos de ingressos de residentes de todos os 211 países e territórios que compõem a entidade. Os pedidos foram feitos durante um período de 33 dias, entre dezembro e janeiro.
A procura por ingressos se manteve alta mesmo com os preços exorbitantes que fizeram do torneio de 2026 a Copa do Mundo mais cara da história. Durante a fase de grupos, a FIFA chegou a vender ingressos por até US$ 575, mais que o dobro do preço dos ingressos da fase de grupos durante o torneio de 2022 no Catar. o preço médio de um ingresso para a final da Copa do Mundo, no domingo, era de US$ 12.751.
A partida possivelmente marcou o fim da trajetória de Leonel Messi e de Cristiano Ronaldo na Copa do Mundo. A próxima Copa do Mundo será sediada em conjunto por Marrocos, Portugal e Espanha. Messi terá 43 anos quando o torneio acontecer. Embora seja possível que ele ainda esteja jogando, parece improvável. Agora chegou a vez de Kylian Mbappé e Lamine Yamal , por causa da idade (na faixa de 19 anos) , serem favoritos a novos ídolos. Neymar, por outro lado, perdeu a última chance de recuperar o prestígio perdido
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Embora a venda de ingressos tenha batido recordes históricos isolados, a composição financeira total da Copa manteve uma forte dependência de mídia corporativa e marcas: Direitos de Transmissão (Mídia): Responsável por 44% do montante (aproximadamente US$ 3,9 bilhões).
A disputa do futebol na mídia pode ser avaliada pelo duelo entre Globo e a CaséTV por patrocinadores dispostos a bancar a compra dos direitos de transmissão da Copa. Surpresa: quem levou a melhor foi a CazéTV. Isso nos leva a questionar o que (ou quem) está por trás da CazéTV?
A CazéTV, canal que se tornou sinônimo de transmissão esportiva digital no Brasil, é controlada integralmente pela LiveMode. A holding do grupo está registrada nas Ilhas Cayman e tem, entre seus acionistas, executivos, o apresentador Casimiro (Cazé) Miguel e até o astro português Cristiano Ronaldo. O negócio, que começou com uma aposta arriscada nos direitos digitais da Copa do Mundo de 2022, hoje movimenta cifras bilionárias e redefiniu a relação entre esporte e streaming no país.

A CazéTV surgiu de uma oportunidade inesperada. Às vésperas da Copa do Mundo de 2022, a Globo abriu mão dos direitos digitais do torneio durante uma renegociação de contratos. A LiveMode, que já atuava como agência da Fifa para vender patrocínios regionais, enxergou a brecha e adquiriu o pacote por cerca de US$ 3 milhões – valor irrisório perto dos US$ 90 milhões anuais que a emissora carioca pagava à entidade. Para a Copa de 2026, o crescimento foi exponencial. A CazéTV foi a única emissora brasileira a transmitir todos os 104 jogos do torneio, em parceria com o YouTube.





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