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Decifrando a economia

“Decifra-me ou te devoro”. A maioria das pessoas se comporta diante da economia como o desafio da esfinge. Existem  muitas piadas sobre o economista e sua linguagem estranha (o “economês”). Uma delas define o economista como aquele sujeito que não sabe do que está falando e o convence que a culpa é sua por não entender o que ele está dizendo.

Piadas à parte, ninguém pode ignorar a importância da economia na vida das pessoas. L.F. Veríssimo disse, numa de suas crônicas bem-humoradas, que, em se tratando de economia, não podemos nos comportar como o suíço que passeava ereto entre dois exércitos no campo de batalha sem se defender das balas porque seu país era neutro.

Objetivo

O objetivo principal deste site é desmistificar a tese de que a economia está fora do alcance dos mortais comuns. Alguns acreditam que a economia é “pura matemática”, outros, ao contrário, pensam que a economia é “muita teoria” e têm até aqueles que até duvidam que a economia seja “uma ciência”. Talvez a economia seja mesmo “mais arte do que ciência”.

 

Na sua origem, a economia era tratada como uma ciência política. Seu fundador (Adam Smith) achava que a economia era uma “ciência moral”.  Outro economista famoso, John Maynard Keynes, achava que a economia era simplesmente lógica, ou seja, um modo de pensar. Joan Robinson, sua discípula, acrescentou: ” o método de análise econômica é um hábito de pensamento que, para qualquer um que o possua, aparece como simples senso comum. Uma pessoa só lhe dá valor quando começa a discutir com alguém que não o possui”.

A impressão de que a economia não é uma ciência deriva do fato aparente de os economistas não se entenderem. Reza a lenda que um ex-presidente dos EUA, certa vez, pediu a um dos seus assessores que lhe trouxesse um economista de um braço só. Intrigado, o assessor perguntou qual a razão? A razão, respondeu o presidente,  é que, toda vez que peço uma opinião a um dos meus assessores econômicos, sempre obtenho duas respostas: “por um lado isso”, mas “por outro lado aquilo”.

 

Longe de ser um defeito, a controvérsia entre os economistas é uma virtude. A economia trata das relações sociais que são muito mais complexas do que os fenômenos naturais que, geralmente, possuem uma relação de causa e efeito. Como as relações sociais estão sempre se modificando, o objeto da economia é sempre um alvo em movimento. Imagine, disse certa vez o economista J.K.Galbraith, que, por um milagre, os economistas tivessem chegado a um consenso sobre alguma coisa e estivessem todos errados. As consequências, certamente, seriam muito piores!

 

Nelson Rodrigues não foi tão delicado assim, ao afirmar que “toda unanimidade é burra”. Talvez, entretanto, a arrogância dos economistas seja censurável, como a de Keynes, ao afirmar que “as ideias dos economistas (e dos filósofos políticos) têm mais importância do que geralmente se pensa. Na verdade o mundo é quase exclusivamente governado por elas”. Certamente, um exagero. O que não significa, por outro lado, que possamos desprezar a economia porque achamos os economistas arrogantes.

Compromisso

As ideias e opiniões expressas neste site representam uma “visão de mundo” do seu autor. O site tem um objetivo principal, tal como expresso acima, porém não se restringe a ele. Embora, mantendo sempre o “olhar do economista”, o autor não se omitirá de comentar outros temas, além dos exclusivamente econômicos, sobretudo da política que, na realidade, vive entrelaçada com a economia. Até mesmo no campo do entretenimento é possível um economista opinar.

 

Embora alguns pareçam ser, um economista não é um sujeito que vive com a cabeça em outro mundo. Pelo contrário. A maioria dos economistas manifesta-se quase sempre de um ponto de vista normativo, isto é, o que ele acha “que devia ser”, o que não significa que essa opinião seja necessariamente igual “ao que é”, de fato.

O autor não pretende defender ideais políticos próprios, partidos políticos ou interesses de quaisquer instituições públicas ou privadas. Pessoas públicas que se sentirem injustiçadas, terão suas demandas publicadas, na íntegra ou resumidas, na seção “comentários”.

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O colar

 

O Cavalo de Troia foi um grande artefato de madeira construído pelos gregos durante a Guerra de Troia, como uma estratégia decisiva para a conquista da cidade fortificada de Troia. Tomado pelos troianos como um símbolo de sua vitória, o cavalo foi carregado para dentro das muralhas, sem que eles desconfiassem que no seu interior se ocultava o inimigo. À noite, guerreiros saem do cavalo e possibilitam a entrada do exército grego, levando a cidade à ruína. A história da guerra foi contada primeiro na Ilíada de Homero, mas o cavalo só é mencionado, brevemente, na sua Odisseia, que narra a acidentada viagem de Odisseu de volta para casa...Leia em artigos

José Maria Dias Pereira

DOUTOR EM ECONOMIA

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Aposentou-se após 40 anos como professor de Economia. As principais instituições em que trabalhou foram: a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), onde foi pró-reitor de planejamento, e a Universidade Franciscana (UFN), onde criou o curso de Ciências Econômicas e foi diretor da área de Ciências Sociais Aplicadas. Foi técnico da Fundação de Economia e Estatística (FEE). É Doutor em Economia, pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Escreve quinzenalmente no jornal "Diário de Santa Maria".

 

A crise das Americanas

 

Até o dia 12 de janeiro, a Americanas (AMER3) era uma das principais empresas da bolsa de valores. Afinal de contas, a empresa foi a quinta maior empresa varejista do Brasil em 2022, com um valor de mercado estimado em R$ 11 bilhões. Até essa data, os papéis da companhia eram cotados a R$ 12.  Porém, uma semana depois, após o CEO da Americanas, Sérgio Rial, que ficou no cargo somente 11 dias, ter informado, em fato relevante ao mercado, que a empresa tinha encontrado “inconsistências contábeis”, ao não ter registrado, no seu Balanço, dívidas na casa dos R$ 20 bilhões, as ações da Companhia “derreteram” para R$ 1,00 em 20 de janeiro. Um pequeno investidor chegou a se queixar que suas ações haviam virado “troco de bala”. Leia mais em Artigos

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