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Dark Horse

  • Foto do escritor: José Maria Dias Pereira
    José Maria Dias Pereira
  • há 2 dias
  • 3 min de leitura

A Procuradoria-Geral da República estabeleceu como condição para avançar nas negociações de uma possível delação premiada de Daniel Vorcaro: o pagamento à vista do valor acordado em troca de eventual redução de pena. Segundo informações divulgadas pelo site Metrópoles, o montante pode chegar a R$ 60 bilhões, valor apontado como um dos maiores já discutidos em negociações desse tipo no país.

 

A Polícia Federal já rejeitou a proposta inicial apresentada pela defesa de Vorcaro. De acordo com as informações divulgadas, a exigência do pagamento imediato teria como objetivo evitar futuras renegociações de multas bilionárias firmadas em acordos de leniência e colaboração premiada. O ministro André Mendonça autorizou o retorno de Vorcaro para uma cela especial. O banqueiro havia sido transferido horas antes para uma cela comum após a rejeição da proposta de colaboração pela Polícia Federal.

 

A candidatura de Flávio Bolsonaro entrou em sua fase mais difícil desde que foi lançada como tentativa de continuidade familiar do bolsonarismo em 2026. O escândalo envolvendo Daniel Vorcaro, que já ganhou o nome de “Bolso Master”, produziu o primeiro grande abalo real na campanha da direita liberal e da extrema direita.

 

Lula cresceu. Flávio caiu. O empate técnico começou a se desfazer. A candidatura, que até poucos dias atrás era vendida como alternativa competitiva da direita contra Lula, passou a carregar uma marca difícil de apagar: a de um Bolsonaro enredado em explicações contraditórias, relações perigosas e uma proximidade incômoda com o centro de um dos maiores escândalos financeiros recentes do país.

 

A notícia de que um banqueiro influente da(rua) Faria Lima se recusou a receber o filho de Jair Bolsonaro depois da divulgação do áudio com Daniel Vorcaro tem peso simbólico enorme. Não se trata apenas de uma agenda cancelada. Trata-se de um sinal de que a candidatura do filho do ex-presidente já “derreteu”, ao menos na visão daqueles responsáveis pela maior fatia do PIB brasileiro. (fonte portal msn).

 

“-Tudo certo, mas até aí morreu neves”, como diria o saudoso Nelson Rodrigues. Mas o que isso tem a ver com o título (Black Horse) deste artigo? O colunista enlouqueceu, por certo, esbraveja, já perdendo a paciência, o nosso estimado leitor. “Só pode ter sido escrito com a tal de “Inteligência Artificial” (IA), exclama, por último”, o nosso leitor. Sim e não – resposta já esperada, visto (o articulista) tratar-se um economista. Além da fonte citada, a IA serviu para estruturar o texto e montar o quebra-cabeças.

 

O jornal britânico Financial Times publicou uma reportagem afirmando que Dark Horse é o título de um filme (em inglês) —para o qual o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pediu dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcaro, do Master, segundo revelações do site Intercept Brasil. "O ex-estrategista da Casa Branca, Steve Bannon, disse ao Financial Times que planeja promover Dark Horse e acredita que o filme pode ser um sucesso nos EUA, dada a popularidade de [Jim] Caviezel [ator que interpreta Jair Bolsonaro] no movimento MAGA [Make America Great Again, de Donald Trump]."

 

Com essa explicação, tudo ficou esclarecido e podemos dormir em paz. Só que não! O que tem a ver um filme produzido sobre Jair Bolsonaro “para inglês ver” com o maior escândalo financeiro de todos os tempos no Brasil (Banco Master)? Aliás, à medida que a Polícia Federal (PF) vai se aprofundando nas investigações, verifica-se que a corrupção se espalha entre vários segmentos da Nação, desde o STF, políticos, empresários, etc. Quando a PF “puxou o anzol”, começaram a aparecer peixes grandes que ninguém esperava.

 

“ – Faz algum sentido”, deve estar pensando o leitor. Mas, “cavalo preto” (Dark Horse) não dá para entender! Segundo consultei à IA, o título do filme é uma metáfora que alude uma corrida de cavalos, onde um cavalo que quase ninguém apostava (um “azarão”, na linguagem do Turfe), acaba ganhando a corrida. Não é preciso ler o livro inteiro para concluir que trata-se da vitória de Bolsonaro nas eleições presidenciais de 2018. Pergunta incômoda: será que o livro tem um capítulo para descrever o golpe civil-militar de 2022, liderado por Bolsonaro?

 
 
 

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